15º Colóquio Internacional de Direitos Humanos

SAIBA MAIS

Direitos humanos hoje: crise ou transição?

1 a 6 de outubro de 2017

São Paulo, Brasil

DATAS IMPORTANTES

15 de junho de 2017

Encerramento das inscrições

28 de junho de 2017

Anúncio dos participantes selecionados

1 a 6 de outubro de 2017

Encontro presencial em São Paulo, Brasil

QUEM PODE PARTICIPAR?

INSCREVA-SE

EIXOS PARA DEBATE


Para fortalecer o impacto do movimento de direitos humanos, o 15º Colóquio Internacional de Direitos Humanos se propõe a analisar coletivamente a conjuntura mundial, repensar estratégias e ferramentas do movimento de direitos humanos e fortalecer alianças com outros agentes e movimentos de transformação social para encarar a atual conjuntura. 

O programa do Colóquio focará em quatro questões atualmente enfrentadas pelo movimento de direitos humanos e convida outros movimentos e agentes de transformação social para contribuírem com este processo. As questões são:


ORGANIZADORES

O 15º Colóquio Internacional de Direitos Humanos convida integrantes de organizações não-governamentais, ativistas de diferentes movimentos e agentes de transformação social para uma reflexão coletiva sobre o nosso papel no atual e desafiador contexto global que tem seriamente ameaçado direitos e liberdades. Além de facilitar a partilha de como temos resistido aos retrocessos em todo o mundo, o 15º Colóquio também almeja servir como um espaço para repensar as estratégias adotadas pelo movimento de direitos humanos e expandir nossas alianças para enfrentar os desafios impostos por esta onda conservadora.

O 15º Colóquio é organizado pelo Forum Asia (Tailândia), Centro de Direitos Humanos da Universidade de Pretória (África do Sul), Dejusticia (Colômbia) e Conectas Direitos Humanos (Brasil) e será realizado em português, espanhol e inglês.

INSCREVA-SE

Serão contempladas as candidatas e candidatos que tenham experiência na área de direitos humanos, principalmente da América Latina, África, Ásia e Leste Europeu e com o tema proposto para o 15º Colóquio.
Também são bem-vindas candidaturas de ativistas e membros de coletivos e grupos de outros movimentos de transformação social.


Financiamento e bolsas
As candidatas e candidatos poderão requerer bolsas parciais ou integrais, por meio do formulário de inscrição, que serão concedidas ou não após análise pelo Comitê de Seleção.


Para facilitar a participação de pais e cuidadores durante o Colóquio, especialmente de mulheres cuja presença no evento se tornaria inviável, um serviço de cuidado de crianças será oferecido sob solicitação da(o) participante e sujeito à disponibilidade. 

Conectas Direitos Humanos é uma organização não-governamental internacional baseada em São Paulo, Brasil, que promove a implementação e o avanço dos direitos humanos e o combate a desigualdade para promover uma sociedade justa, livre e democrática, desde uma perspectiva do Sul Global.

O Fórum Asiático para os Direitos Humanos e o Desenvolvimento (FORUM-ASIA) é uma associação de direitos humanos e desenvolvimento que trabalha com membros e parceiros em vinte e cinco países da Ásia. FORUM-ASIA trabalha para promover e proteger os direitos humanos, incluindo o direito ao desenvolvimento, através da colaboração e cooperação entre organizações de direitos humanos e defensores na Ásia e outras regiões.

O Centro de Estudos de Direito, Justiça e Sociedade (Dejusticia) é uma organização não-governamental baseada na Colômbia que trabalha pelo fortalecimento do Estado de Direito e pela promoção dos direitos humanos na Colômbia e no Sul Global. É um think / do tank que produz pesquisas rigorosas que podem contribuir para a ação para a transformação social e realiza campanhas, litígios e programas de educação e capacitação.

O Centro de Direitos Humanos da Universidade de Pretória é um departamento acadêmico e uma organização não-governamental e trabalha para a educação em direitos humanos na África, uma maior conscientização sobre os direitos humanos, uma ampla divulgação das publicações sobre os direitos humanos na África e a melhoria dos direitos de todas as pessoas e, em particular, dos grupos desfavorecidos e marginalizados em toda a África.

APOIADORES

Channel Foundation

Swedish International Development Agency (SIDA)

OAK Foundation

Ford Foundation

The Sigrid Rausing Trust

Open Society Foundation (OSF)

1) A conjuntura global e os impactos nos direitos e liberdades

a) Impacto das vitórias conservadoras e nacionalistas em eleições ao redor do mundo

b) A desigualdade como uma prioridade negligenciada pelo movimento de direitos humanos

c) Enfraquecimento dos sistemas regionais e internacionais de direitos humanos.

d) Redução do espaço da sociedade civil
INSCREVA-SE

Conecte-se: coloquio@conectas.org

Fax +55 11 3884-7440

CNPJ 04.706.954/0001-75 

Av Paulista 575 - 19º andar

Para fortalecer o impacto do movimento de direitos humanos, o 15º Colóquio Internacional de Direitos Humanos se propõe a analisar coletivamente a conjuntura mundial, repensar estratégias e ferramentas do movimento de direitos humanos e fortalecer alianças com outros agentes e movimentos de transformação social para encarar a atual conjuntura. 

O programa do Colóquio focará em quatro questões atualmente enfrentadas pelo movimento de direitos humanos e convida outros movimentos e agentes de transformação social para contribuírem com este processo. As questões são:


1) A conjuntura global e os impactos nos direitos e liberdades. 

a) Impacto das vitórias conservadoras e nacionalistas em eleições ao redor do mundo.

b) A desigualdade como uma prioridade negligenciada pelo movimento de direitos humanos.

c) Enfraquecimento dos sistemas regionais e internacionais de direitos humanos. 

d) Redução do espaço da sociedade civil.

2) Como as estratégias e as ferramentas utilizadas pelo movimento de direitos humanos podem ser melhoradas e inovadas.

a) Estagnação estratégica versus inovação.

b) Estratégia de super-legalização: O que podemos aprender e como podemos trabalhar com outros agentes e movimentos de transformação social?

c) Consequências não-intencionais de processos de litigância estratégica.

d) Estratégia de “Apontar e Constranger” (Naming and Shaming) e suas novas versões. 

e) Diferentes formas de ativismo e experimentações democráticas.


3) Como as organizações de direitos humanos podem diversificar e descentralizar alianças com outros agentes e movimentos de transformação social.

a) A queixa sobre agenda sobrecarregada do movimento de direitos humanos e a necessidade de alianças e trabalhos colaborativos.

b) Esforços de parceria com organizações de base e outros agentes e movimentos de transformação social, como por exemplo, lideranças religiosas.

c) O papel do Sul Global.

 

4) O movimento de direitos humanos hoje 

a) Reflexão sobre questionamentos à legitimidade, representatividade e forma como as organizações de direitos humanos muitas vezes se relacionam com as vítimas.

b) O quanto a diversidade interna das equipes e conselhos de organizações de direitos humanos estão em conformidade com as mudanças na sociedade que almejam.

c) Engajamento de jovens pensando na próxima geração do movimento de direitos humanos. 

d) Esgotamento e cansaço dos ativistas de direitos humanos e agentes de transformação social. 

e) Financiamento majoritariamente de fontes ocidentais.


Os debates de cada uma das questões acima serão acompanhados por exemplos concretos de organizações e movimentos do Sul Global que mostrem como tais desafios estão sendo superados. Este é um esforço para encorajar os participantes a pensarem criativamente sobre como o movimento de direitos humanos, juntamente com outros agentes e movimentos de transformação social, pode responder ao atual e desafiador contexto global para além das ferramentas e estratégias tradicionais.




Sobre o Colóquio

O Colóquio, cuja origem se confunde com a própria criação da Conectas Direitos Humanos, é realizado desde 2001. Já reuniu mais de 1,6 mil participantes de 85 países. É um dos mais esperados encontros de direitos humanos do mundo. 

A partir de 2015, o Colóquio passou a ser pensado e preparado em parceria com outras organizações do Sul Global e a ser realizado a cada dois anos, em um contínuo esforço de melhor abarcar a diversidade de perspectivas de países do Sul Global.

Seu objetivo central é promover a integração e o intercâmbio entre ativistas de direitos humanos do Sul Global, por meio da socialização de saberes e fazeres capazes de avançar a agenda de direitos humanos. Em 2017, o Colóquio buscará aumentar a participação de ativistas de outros movimentos e agentes de transformação social, no intuito de diversificar as alianças do movimento de direitos humanos e repensar estratégias coletivas.

2) Como as estratégias e as ferramentas utilizadas pelo movimento de direitos humanos podem ser melhoradas e inovadas?

a) Estagnação estratégica versus inovação

b) Estratégia de super-legalização: O que podemos aprender e como podemos trabalhar com outros agentes e movimentos de transformação social?

c) Consequências não-intencionais de processos de litigância estratégica

d) Estratégia de “Apontar e Constranger” (Naming and Shaming) e suas novas versões 

e) Diferentes formas de ativismo e experimentações democráticas


3) Como as organizações de direitos humanos podem diversificar e descentralizar alianças com outros agentes e movimentos de transformação social?

a) A queixa sobre agenda sobrecarregada do movimento de direitos humanos e a necessidade de alianças e trabalhos colaborativos 

b) Esforços de parceria com organizações de base e outros agentes e movimentos de transformação social, como por exemplo, lideranças religiosas 

c) O papel do Sul Global 

4) O movimento de direitos humanos hoje 

a) Reflexão sobre questionamentos à legitimidade, representatividade e forma como as organizações de direitos humanos muitas vezes se relacionam com as vítimas

b) O quanto a diversidade interna das equipes e conselhos de organizações de direitos humanos estão em conformidade com as mudanças na sociedade que almejam

c) Engajamento de jovens pensando na próxima geração do movimento de direitos humanos 

d) Esgotamento e cansaço dos ativistas de direitos humanos e agentes de transformação social 

e) Financiamento majoritariamente de fontes ocidentais

Os debates de cada uma das questões acima serão acompanhados por exemplos concretos de organizações e movimentos do Sul Global que monstrem como tais desafios estão sendo superados. Este é um esforço para encorajar os participantes a pensarem criativamente sobre como o movimento de direitos humanos, juntamente com outros agentes e movimentos de transformação social, pode responder ao atual e desafiador contexto global para além das ferramentas e estratégias tradicionais.

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